Evento inter-religioso mostra como respeito, escuta e convivência inspiram a sociedade e dialogam com valores do empreendedorismo feminino em tempos de intolerância
Encontro Ecumênico demonstra que o diálogo entre religiões distintas é possível quando há respeito, escuta ativa e fraternidade, tornando-se um exemplo essencial para uma humanidade cada vez mais dividida.
Vivemos um período marcado por polarizações intensas, intolerância cotidiana e dificuldade crescente de convivência entre diferentes crenças, ideias e visões de mundo.
Nesse contexto, iniciativas fundamentadas no diálogo tornam-se socialmente relevantes e espiritualmente necessárias para reconstruir pontes rompidas pela incompreensão.
Assim, o Encontro Ecumênico surge como resposta concreta às tensões contemporâneas.
O encontro reuniu representantes de tradições religiosas distintas, sem debates doutrinários ou tentativas de convencimento espiritual.
Participaram Cônego José Bison, Monge Ryozan, Daniella Rabacallo e José Carlos de Lucca, conduzindo falas complementares e respeitosas.
A condução priorizou escuta respeitosa, acolhimento e convivência ética.
Desde a chegada ao local, não havia distinções visíveis entre religiões ou grupos específicos.
As pessoas ocupavam o mesmo espaço com naturalidade, curiosidade e abertura para ouvir experiências diferentes.
Esse aspecto já refletia o espírito do Encontro Ecumênico.
A recepção foi marcada por gentileza, organização e atenção humana.
Além disso, a ambientação sonora criou um clima de serenidade e presença coletiva.
O Grupo Espírita Esperança e sua equipe de trabalhadores se destacaram pelo acolhimento genuíno, criando um ambiente tão humano e sereno que despertava a sensação de não querer ir embora.
As falas foram conduzidas de forma complementar, sem disputas conceituais ou hierarquias espirituais.
O representante católico destacou que existem muitos caminhos para se chegar a Deus.
Na sequência, o monge Ryozan apresentou uma visão de como os budistas compreendem Deus, de forma simples e acessível, o que pude compreender com clareza e que, para mim, fez todo sentido.
O relato da representante da Umbanda trouxe emoção autêntica e profunda conexão humana.
O encerramento das falas reforçou que não existe verdade absoluta aprisionada em sistemas religiosos.
Mais do que um evento religioso, o encontro apresentou um modelo social urgente.
O Encontro Ecumênico ensina que convivência não exige concordância.
Os valores vivenciados dialogam com práticas modernas de liderança consciente.
No empreendedorismo feminino, escuta ativa, empatia e cooperação fortalecem negócios e relações.
Assim como no evento, mulheres empreendedoras constroem ambientes saudáveis quando o diálogo prevalece.
O momento final reuniu bênçãos realizadas segundo diferentes tradições espirituais.
O encontro acontece anualmente e consolida-se como referência de diálogo e fraternidade.
Frases que ficaram
Cônego José Bison:
“Os encontros e/ou eventos entre líderes religiosos de diversas tradições religiosas são importantes e necessárias para mostrar ao mundo que a convivência entres diferentes é possível.”
Daniella Rabacallo:
“Esse encontro ecumênico foi sobre afeto, respeito, união, sorrisos compartilhados, abraços sinceros e a troca bonita entre diferentes crenças. Saio leve, com o coração quentinho e a certeza de que quando a fé se soma, ninguém perde.”
José Carlos de Lucca:
“Diferenças não separam.”
Monge Ryozan:
“Coração e mente em paz é o caminho.”
Mario Salerno Júnior
Paulistano com atuação em Rh onde encontrou uma de suas vocações contribuir para o desenvolvimento e crescimento de pessoas. Palestrante e escritor dedica-se a temas ligados à autoconhecimento, espiritualidade e produtividade sempre buscando inspirar os que cruzam seu caminho. Formado em Ciências da Computação possui MBA em Coach, MBA em Produtividade e Liderança e atualmente estudando Psicologia aprofundando conhecimento da mente e comportamento humano. Frequentador e colaborador de casas espíritas encontrando na espiritualidade uma fonte de força e equilíbrio.
